segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Bom dia!



"E é por viver contente que concluo 
sem demora:
é a menina que vive por dentro, 
que alegra a mulher de fora! "

Luan Jessan


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Praia, pedras e vida









Quando uma pedra se transforma em fio e quando esse fio se transforma num baú portátil de memórias a acarinhar. Carregar esta pedra ao pescoço tem para mim o valor simbólico de me fazer regressar às férias do Verão, onde caminhei pela praia, joguei beach ball, tomei banho, comi bem, vi os pescadores trazerem peixe do mar e essencialmente, onde sonhei e redimensionei a minha vida. De lá, trouxe o compromisso de abrandar cada vez mais e pôr cada coisa no seu devido lugar. De lá, trouxe esta certeza de que é no desacelerar e tomar consciência do aqui e do agora que a vida toma outro sabor e outro sentido. De lá, abracei a convicção de que não é pecado usufruir das coisas bonitas da vida e de que não é errado descansar aquilo que o corpo pede. Não faz sentido correr, se essa corrida não nos leva a um destino de paz e felicidade interior. Não faz sentido lutar por coisas materiais se, como diz a velha frase: as coisas mais importantes da vida não são coisas. Talvez me sinta desajustada neste mundo, mas isso só significa que talvez tenha sido criada para ajudar a construir um mundo novo!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Casa







Quem me conhece, sabe que há uns poucos de anos que anseio ir morar para o campo. Há 5 ou 6 anos, não me lembro bem, pus o meu apartamento à venda, pesquisei, encontrei, negociei, tudo, só me restava que alguém o comprasse para eu poder comprar a casinha dos meus sonhos. As coisas não correram como eu desejava, e conformei-me, adquirindo novas formas de amar a minha casa. Novamente, há coisa de dois anos, voltei ao mesmo sentimento forte e voltei a pôr o apartamento à venda. A tal casinha dos meus sonhos já não estava à venda e encontrei outra. Novamente a espera saiu infrutífera. 
E hoje? Hoje mantenho o sonho. Mas aprendi a amar a minha casa. E percebo que, para onde quer que vá, é aqui que criei raízes, que já vivi o melhor e o pior da minha vida, de onde já saí e acabei por voltar. E amo-a. Por vezes desejo que não seja definitivo este amor, mas tenho, realmente, de ser muito grata pela casa que tenho. Muito arejada, muito luminosa, muito bem situada, com vista para o campo, de um lado e vista para a cidade de outro, e mesmo esta, com um jardim bonito e cuidado. Quando saio e regresso, sinto as mesmas emoções de há 21 anos atrás: a minha casa. A luz das diferentes estações, os cheiros dos dias, as pessoas que vão envelhecendo e outras crescendo, um pormenor aqui e ali que muda, mas o mesmo velho bairro onde me sinto em casa. Do lado com vista para o campo, é onde, afortunadamente, tenho a minha marquise, arejada no Verão e acolhedora no Inverno, de onde ouço o galo cantar a altas horas da madrugada, de onde ouço as ovelhas balirem, de onde vejo o vizinho a cultivar o seu terreno, transformando-o num jardim hortícola, com os seus sons próprios: o motor de rega, o tractor a fresar, os amigos que se juntam para a patuscada, um ou outro que pára para cumprimentar e trocar uns dedos de conversa. A minha casa. É aqui que vivo hoje. Com a graça de Deus.
E depois, convenhamos, qual é a casa que é abençoada com a visita de passarinhos que aqui ficam por horas? Ok, provavelmente muitas, mas deixem-se sonhar, está bem? ;)
E já agora, um feliz mês de Outubro a todos! :)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Bom dia!





Tem paciência. 
Todas as coisas são difíceis 
antes de se tornarem fáceis.

Saadi


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Como o rio que flui...



Vejo o sol cintilar na água.


Vejo ao longe um peixe a saltar.


Vejo na outra margem uma pessoa a pescar enquanto outros passeiam de bicicleta.


Vejo as nuvens brancas e cinzentas no céu, anunciando esperança de chuva.


Ouço os passarinhos que chegaram depois de mim.


Sente-se o ar e a paisagem secos à minha volta. Não está a ser fácil, este Verão.


Sinto o cheiro do sol a aquecer a minha pele.


Sinto o cheiro da rama dos pinheiros pequeninos perto da mesa onde me encontro.


Sempre imaginei como seria viver à beira da água...
Esta mistura de cheiros e de sons é completamente envolvente. Toma conta de mim. E faz-me sentir que a vida é isto. Que é perfeita.
Todos nós devíamos dedicar momentos da nossa vida a momentos como este, só nossos, para partilharmos se quisermos ou para deixarmos assim, só entre nós e Deus...


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Nem tudo são retrocessos...








Às vezes, 
precisas de dar dois passos atrás 
para ganhar balanço


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Desta vida real



Mais um marco na vida. Daqueles transformadores. Daqueles que não nos permitem ficar na mesma. Ou avançamos, ou recuamos. Ficar parados é morrer aos poucos. Bom, recuar, neste caso, será morrer... 
Momento de decisões. Principalmente as que partem do lado de dentro e se resolvem cá dentro.
Os meus dias, ou melhor, o meu interior, tem-se feito do que mostra a foto. Tapete, livros e luz.
Descobri o yoga há vários meses. Nada transcendente, no meu caso. Bem leve, online, ao meu ritmo, mas de uma descoberta bonita das maravilhas do corpo, das suas necessidades e dos seus limites. A professora é muito bem disposta e consciente do que fala. Nunca estou sozinha a movimentar o meu corpo. Nuns dias suo, noutros o ritmo é mais lento, nuns puxo por mim, noutros permito-me relaxar, mas quase sempre entregue à prática. Tem sido uma descoberta fantástica, esta, a qual já não passo sem.
Livros. De viagens interiores mas, principalmente a Bíblia e um pequeno devocional. Porque há momentos, ao longo do meu percurso, em que me pego afastada do essencial e da fonte da Vida e é a mesma vida que, por vezes de uma forma dura, me mostra que tenho de voltar ao Caminho. Muito, muito bom. Muito profundo. Restaurador voltar a ouvir, a falar, a ler, a ver Deus, o Pai em todos os momentos da minha vida. Que não estou só, eu já sei, mas sentir isso cravado na pele e no coração, é de todo vivificante.
Luz. A consequência mais natural. Porque quando nos predispomos a seguir a nossa voz interior, colocada ali pelo amor do Pai, por muito que a escuridão se faça sentir, a luz brilha por cima dela, tornando o caminho mais fácil de ser vislumbrado, ajudando a dar passos mais leves. O que é de todo importante para a leveza da vida. 
Sem dúvida, o mais importante não é o que nos acontece, é o que fazemos com o que nos acontece. É claro que a dor é inevitável, mas o sofrimento não. Que possamos sempre fazer as melhores escolhas na nossa vida, de modo a carregarmos um fardo o mais leve possível e a podermos iluminar o mundo com o nosso sorriso.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Confia!






Então, quando tu perdes o medo, aprendes, estás a ir muito bem e feliz, Deus diz: Ok. Agora, sem rodinhas!

:)



segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Já com saudades das férias... :)









Fazer as coisas de todos os dias sem pressa, com mais pormenor, com mais intenção, com mais consciência. Fazer as coisas que não se tem tempo de fazer nos outros dias, que são mais corridos. Tirar um tempo para sair, ainda que pouco que seja, sabe sempre a evasão. Desta vez, caminhar pela praia, receber a brisa marítima, jogar beach ball e sonhar com dias de quietude. E também receber o inesperado quando ele acontece, ainda que esse inesperado seja o mais comum da vida: a morte.
Todos devíamos de ir a um funeral, de tempos a tempos. De preferência de alguém distante, que a dor de perder alguém próximo é demasiado pesada para ser escrita assim com leviandade, claro.
Digo isto porque é de todo importante lembrarmo-nos que não somos nada nesta vida e que um dia, mais cedo ou mais tarde, vamos todos para o outro lado. E já agora, também é importante lembrarmo-nos de agradecer cada dia que permanecemos do lado de cá e fazer dele o melhor possível.
Não tinha qualquer ligação com a falecida, mas sim com o filho, um homem que admiro muito, pela sua bondade e espontaneidade. 
E admirei a serenidade diante do facto consumado da separação física da sua mãe. E admirei a pregação do padre católico. E admiro profundamente todos aqueles que são bondosamente sinceros diante de Deus, independentemente da sua denominação religiosa. Cada vez mais rejeito, dentro do meu coração, que haja fronteiras a respeitar entre os que não professam a mesma doutrina. Nem sei se doutrina é a palavra adequada. Já que, para Jesus, A Doutrina, é simplesmente o amor. E o amor não tem credo, cor nem medida. É, simplesmente. E cabe a cada um zelar o melhor possível pela parte que lhe compete. 
Admirei a simplicidade daquele padre, ao que ouvi, novo na paróquia. Com uma manchinha de cabelo branco na frente da cabeça, identifiquei-me de imediato com ele, já que tenho a minha cabeleira quase toda alva ;) Essencialmente, na sua pregação, aquele padre focou-se na vida, exaltando a vida que pertenceu àquela que jazia no meio da igreja, e a vida que a esperava no céu, com Deus. As suas palavras fizeram para mim todo o sentido. Mas creio que muitos dos presentes que as ouviram, não as receberam no coração. Digo isto diante do comentário de uma familiar que nos acompanhava: "E pronto, acaba-se tudo aqui..." Imediatamente lhe interrompi as reticências: "Não acaba nada! Não ouviste o padre? A vida continua depois da morte. Jesus veio para nos dar a vida eterna. Numa outra dimensão, um outro tipo de vida, mas agora é que começa!" Bem disse o padre que era preciso fé para compreender estas palavras...
Todos devíamos de ir um funeral de vez em quando. Muito importante para nos manter no nosso lugar e para, diante da presença da morte, termos um verdadeiro encontro de vida com Deus, através das palavras do Seu servo e da Palavra que Ele nos deixa.
Jesus disse: "Que tem ouvidos para ouvir, ouça".

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Responde rápido!






E se eu te pedisse para dizeres todas as coisas que amas, quanto tempo levaria para dizeres o teu nome?

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Férias...


Adoro o sentimento de quietude que se tem ao fim de um dia em que se conseguiram realizar tarefas pendentes, tornando-o num dia cheio e bem sucedido. Adoro a paz que se sente ao ter a cozinha a cheirar a limpo, os vidros lavados, e a promessa de limpeza de vasos e flores para o dia seguinte. Adoro o conforto de poder descansar calmamente no sofá à noite e inspirar-me pela parte fantástica do mundo da internet. Saber que ao meu lado descansa o cesto da manta de Outono, ainda por terminar e o cesto da roupa por remendar, tarefas domésticas que muito prezo mas que talvez guarde para serões maiores e mais frescos. Sabe bem saber que elas me aguardam, que não há pressas em terminar tarefas que têm o dom de apaziguar a minha alma por vezes cansada ou abatida. Por agora, resta-me gozar o tempo livre que as férias me oferecem. Geri-lo como melhor me convém, saboreando cada aventura com a minha carracinha, com a família, com os amigos, comigo mesma. Não tem sido fácil, mas tem sido possível, e isso por agora basta-me. 
Alternado com fases em que me apetece mudar de vida, deixar de ser quem sou, viver noutro lugar, abraçar um outro projecto, o mais sensato mesmo é abraçar o que me prende, é agradecer pela minha casa, pela minha varanda de brisas frescas, pelas minhas pessoas, pelo meu trabalho, pelo dia de hoje. Entretanto, enquanto a vida parece permanecer igual a todos os dias, vou enfeitando-a para a tornar mais bonita e fácil de abraçar. Que os dias possam correr assim, sem grandes dores, com muitos amores e sempre, mas sempre, com a presença do Pai, a quem quero conhecer mais e melhor, na certeza de que Ele me adoptou e me deu o nome de filha.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Bom dia!



« [Eu e a vida]
Sempre nos demos bem. Nunca disputámos brinquedos, nunca lhe gritei porque tinha fome, nunca lhe chorei porque arranhei o joelho, e jamais lhe pedi que se marcasse com um ponto final, porque sempre fui mulher de vírgulas.
 E lá íamos nós, eu e a vida, sempre seguras, sempre satisfeitas, sem nada a pôr nem a tirar. Ora a vida que me foi dada, deu-me a mim, também, muito do que tenho. Deu-me uma casa onde o chão se desenha em calçada, e os prédios se pintam em tons alegres que se preenchem do fado cantado com corpo e alma. Deu-me uma família que se alarga para além do sangue, dias azuis e mergulhos no mar, pastéis de nata, noites estreladas, bolas-de-berlim nas mãos, areia quente nos pés, pores do sol para acolher memórias, e manhãs de inverno para abraçar o dia. Mas acima de tudo, Quem me deu a vida, deu-me, também, a escolha de a fazer viver.»

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Quem tem amigos tem tudo




A tarde caía. Ventava imenso. O trabalho estava feito e era hora de descansar um pouco. Sempre que posso, aproveito para relaxar, criar boas memórias para mim própria. E a esplanada na zona ribeirinha convidava a sentar e a saborear uma bebida demorada. O vento continuava forte. Pousei a minha Country Living em cima da mesa e comecei a sonhar com um viver devagar que só quem procura a quietude pode usufruir. Na mesa em frente, um grupo familiar conversava animadamente. De várias faixas etárias, pressupus que alguns dos membros estivessem de férias e ali punham a conversa em dia. Na mesa ao lado, um casal, que supus ser de holandeses, conversava discretamente enquanto bebericavam a sua cerveja. E na outra mesa, um grupo de três mulheres que me fizeram ter orgulho na raça. Talvez todas com bem mais de 40, eram bonitas sem serem vistosas, cada uma com a sua especificidade e conversavam, concentradas umas nas outras e na conversa que desfiavam, como só as mulheres sabem fazer. Naquela mesa, o que vi foi aquilo que muitas vezes se lê por aí, que ir tomar café com uma amiga vale mais do que ir a um psicólogo e fica mais barato e outros pensamentos que tais. O que vi ali foi apoio, união, beleza enfim, tudo o que a amizade dá e a amizade traz. 
E eu ali, sozinha na minha mesa, na minha leitura, nos meus pensamentos, a observar com os olhos, mas a maior parte das vezes com o coração. 
Há quem deteste estar sozinho e considere um escândalo ir sozinho a um café. Eu adoro! Faz parte de mim e faz-me um bem danado!

sábado, 15 de julho de 2017

Bom fim de semana!









segunda-feira, 10 de julho de 2017

Não é fácil ser sim neste mundo não




A partir dos 40, muito muda... Depois dos 40, do meu ponto de vista, é a altura ideal para começar a fazer balanços. Porque já se viveu bastante e porque se pensa que ainda se tem outro bastante para viver. Porque já se viveram anos suficientes para aprender umas coisas e pôr em prática a sabedoria aprendida. É altura de dar importância às coisas verdadeiramente importantes da vida e deixar de lado aquilo que tira a energia, que não vale a pena e que não acrescenta nada aos dias. É altura de aprender a confiar e cada um terá o seu algo em que confiar - no meu caso, Deus - e prosseguir em fé e esperança. É altura de nos darmos valor e gostarmos daquilo em que nos tornámos, porque Deus, esse oleiro da vida, moldou-nos para sermos o que somos hoje, usando cada pedacinho de barro mais moldável ou mais duro, mas usando cada pedacinho para nos acrescentar e fazer crescer. Há quem fique deprimido com o passar do tempo. Há quem fique desgostoso com o processo de envelhecimento. Lido com muitas pessoas e sei do que falo. Mas não penso assim. Pelo contrário, tenho muito orgulho no passar do tempo e de poder usufruir do privilégio de passar por ele e aprender sempre algo novo todos os dias. E sei que, diante de todas as dificuldades da vida, há sempre uma base de sustentação que me faz permanecer a acreditar e a sorrir. Não é fácil. Claro que não. Há até quem me ache negativa, por vezes. É que, com os factos da vida, aprendi já que muitas vezes não é suficiente ser positivo, ou seja, acreditar sempre que as coisas vão melhorar. Mas há coisas que nunca vão melhorar! Isso é um facto. E diante dele, acreditar no contrário penso que não é inteligente. Ser positivo não é apenas acreditar que as coisas vão melhorar, é acreditar que NÓS podemos melhorar, independentemente das circunstâncias. E isso sim, é o verdadeiro desafio. Isso é ser sim neste mundo não. É acreditar que nada é por acaso, que tudo tem um propósito, que nós temos um propósito. E isso é lindo! É acreditar que muito do nosso mundo pode ruir, mas não somos atingidos de forma a cair, antes somos constrangidos a ficar de pé para a reconstrução. É acreditar que fazer exercício é excelente para manter o nosso corpo activo e ágil, ao invés de o fazer a olhar para as formas do corpo com ansiedade; é acreditar que amamos o que fazemos e de repente podemos ficar sem esse trabalho, mas haverá sempre alternativa; é acreditar que o ente querido que nos foi tirado foi para um lugar melhor e que nos deixou lições de vida que podemos aplicar na nossa própria até à hora do reencontro; é acreditar que somos suficientes em Deus e que temos dons para conhecer e pôr em prática, é acreditar que viver é mais do que existir, é acreditar muito mais além, que vale a pena cada minuto aqui, ainda que por momentos isso possa não parecer fazer sentido.


domingo, 2 de julho de 2017

Uma semana feliz!






quarta-feira, 21 de junho de 2017

Enquanto houver passarinhos, há esperança...







No meio da tragédia, se há coisa que aprendemos é que a vida continua. Ela não pára e nós temos de prosseguir. E no processo, aprendemos (ainda mais) a valorizar o que é importante.
Porque a vida dá-nos lições todos os dias e algumas delas, doces. 
Hoje aconteceu um episódio fantástico na clínica, no meio do negro dos dias que se têm vivido. No momento, pouco depois da hora do almoço, estávamos apenas eu, a colega, o doutor e a paciente. No fim da recepção, consulta, tratamento e pagamento, esta voltou um tempo depois com uma caixa que nos deixou em cima do balcão, com o maior sorriso nos lábios: "Não é por mais nada, apenas pela vossa simpatia." E saiu. Foi lindo!! Eram três pasteis de nata, um para cada um de nós. Oh delícia!
Mas o mais interessante é constactar que, de entre os pacientes que mais se mostram gratos pelo nosso atendimento, a sua gratidão não se deve apenas ao atendimento em si, que sim, prezamos que seja ao nível da excelência, sem excepção, mas pelo mesmo sentimento de gratidão que existe dentro de cada um.
Aqueles que mais nos agradecem a nossa simpatia, são eles próprios os mais simpáticos. Creio que, sem o notarem, apenas vêem em nós a amabilidade que eles próprios trazem e assim fluem estes bons sentimentos de uns para os outros, enchendo os nossos dias e fazendo o nosso trabalho valer a pena. Se nos dizem que com isso lhes damos parte da saúde, talvez me lembre de, para a próxima, lhes dizer que eles são a nossa motivação para ir trabalhar todos os dias!